terça-feira, 19 de julho de 2011

Estrada da vida



E eu sigo, na mesma estrada de sempre, rotineira, na maioria das vezes, tediosa. Uma estrada, um dia cheia de buracos e tempestades e outro dia, perfeita com um tempo agradável. Sigo caminhando lentamente, admirando a paisagem em volta. Mas as vezes apresso os passos sem necessidade, apenas por ansiosidade, acabo indo com muita sede ao pote e tropeçando. Mas apesar de tudo é uma estrada muito bonita. Algumas pessoas insistem em colocar barreiras para que eu tropece, mas não dá certo. Acabo por tropeçar nos meus próprios pés. Mas por sorte, existem alguns viajantes, assim como eu, que me ajudam a levantar e é por eles o motivo de eu continuar caminhando.Alguns seguraram minhas mãos, fizeram promessas e a soltaram no vento, me fazendo parar para pensar se valia a pena continuar na caminhada. Só caminhando, sem um mapa, sem roteiro. Sigo, sem saber aonde esse caminho pode me levar. As vezes a estrada se torna larga e cheia de opções e flores, outras vezes fica estreita e cheia de buracos. Na maioria das vezes as pessoas insistem em caminhar comigo. Umas começam a caminhar na minha estrada, mas por nada, logo desistem por descobrirem o quanto é difícil, deixando assim a saudade. Alguns ficam para trás, ou se adiantam um pouco, mas eu sei que quando eu tropeçar terei ajuda deles. Mas eu sigo, com altos e baixos, estrada boa ou não, viajantes ou visitantes. E continuo caminhando, vivendo, desfrutando de tudo que a vida tem de bom para me dar. Caminhando, com sede de chegar, com pressa de ser feliz, com vontade de viver. Mas, sobretudo, continuar caminhando e fazendo valer a pena a  linda e turbulenta viagem pela estrada da vida.

(Nathália Pereira)

Um comentário:

  1. É, uma bela descrição do que chamamos de vida.

    Beijos querida :*

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